romantismo exacerbado
Eles são tão jovens. Eles se descobrem cheios de prazer e medo. Descobrem seus corpos, seus jeitos, suas cores e seus cheiros. Eles se tocam com tanta vergonha e ao mesmo tempo sem nenhuma. Eles se tateiam e se buscam como cegos, como famintos, varados de sede e de ânsia, de desejos, de tremores. Seus sexos recendem a peixe e a centeio, são pura vida; suas peles se parecem com a pele tenra da fruta, lisa, tesa, pronta para explodir em carne e sumo. Suas umidades podem fecundar um campo inteiro, vários campos inteiros, ares e ares de terra viva, semeada para sempre, para sempre festejada em janeiros e junhos de chuva e fartura. Eles se buscam tanto. Eles precisam tanto do suor um do outro, como as folhas precisam do orvalho, como a pedra preciosa precisa do engaste e do talento do ourives para não se perder entre a brutalidade. Eles bebem palavras, dos mais variados sabores, bebem-nas nos olhos um do outro. Seus olhos são cálices e são repletos de doçura e jamais saciam sua sede. Eles têm tanta sede. Eles se mexem tanto, têm tanta pressa e tão pouca agilidade. Tremem, temem, mentem, tentam não mentir, mas mentem; pois é da natureza humana, é da natureza dos jovens o ato de mentir e tremer diante da mentira – e é da natureza do homem errar e repetir o erro até que deixe de ser erro. Eles tentam, mas não podem acreditar em tudo o que sentem, e eles sentem tanto, eles têm tanto a sentir. Eles são texturas e reentrâncias, umidades, são aspereza e maciez, são aromas cíclicos, sobressaltos constantes. Eles são sondagens, emanações. Eles têm a forma da utopia em seu nascedouro. São como faróis sobre os penhascos, como chuva que não cessa, como um jardim de incertezas. Eles se amam, sobretudo se amam. E são tão jovens.
Escrito por clara às 13h31
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escrever divagarim
hora de escrever. hora de desconectar e viajar pra dentro. hora da estrela. hora de desligar das horas e pensar só no momento. hora de parar o tempo. tempo de escrever. tempo de dispensar o termômetro e esquentar a alma. tempo de aquecer as falas, esfriar os ânimos, minimizar um pouco. tempo de tomar notas sobre a vida. escrevo como respiro. mas isso só seria verdade se vivesse asfixiada, pois tenho escrito muito pouco. mas escrevo como respiro, em fluxos, em idas e vindas, em ondas cada vez mais espaçadas. escrevo assim, como vivo. escrevo divagarim.
Escrito por clara às 13h17
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Clarisworks
2010 começou e, já que minha incursão ao mundo da literatura foi um relativo fiasco (caí na real das minha limitações como escritora, pelo menos por enquanto), posso agora dizer que sou uma RP digital. Esta é a minha profissão. Pelo menos por enquanto não vou mais me considerar uma contista, poeta, nem dramaturga. Agora eu sou “social media manager”. Sou (estou achando “sou” forte demais, melhor seria dizer “estou”) blogueira, twitteira e cuidando do relacionamento online de certas marcas em algumas redes sociais. Por enquanto são 3 marcas: Being Marketing, Grupo Biogênesis e Lojas Ouvidor (este último um cliente direto meu, do qual cuido também de mídias e relacionamentos off line, um lance “extra” Being). Tenho muito o que desenvolver para estas marcas, todas elas. Estamos em pleno processo de implantação e desenvolvimento de um sólido relacionamento digital. E temos projetos de pegar outras marcas para cuidar, sempre sob a batuta da Being Marketing. Fazer um trabalho bacana na área das redes sociais. Espero corresponder às expectativas deste pessoal superbacana da Being, o Bosco, o Elias, a galera toda. A quem interessar possa, seguem os links dos blogs que tenho trabalhado: - Being Blog: http://beingmkt.wordpress.com/ - Ouvidoria: http://lojaouvidor.wordpress.com/ - Biogênesis: http://www.grupobiogenesis.blogspot.com/ A quem quiser seguir, seguem os links da presença no twitter, minha e dos meus clientes: - Eu mesminha: http://twitter.com/clafritz - Being Marketing: http://twitter.com/beingmkt - Grupo Biogênesis: http://twitter.com/grupobiogenesis - Pesquisamed (pouca coisa): http://twitter.com/pesquisamed Tem também o facebook desse povo todo, e o orkut (meio abandonado, confesso). E as contas no Youtube, que deverão ser "ativadas". Pretendo este ano também introduzir o Ouvidoria no twitter, ampliar a participação deste blog na rede, e logo logo o farei. Outro projeto é a revista Ouvidoria, que deverá bombar este ano. Revista impressa e blog, mídia convencional e online, tudo junto. Quem sabe, se eu tirar a sorte grande, eu consiga também publicar um ou dois livros infantis que escrevi ano passado, quem sabe. Seria ouro. É difícil, mas não impossível. De jeito maneira. Mas, voltando ao papo de trabalho, acho que não existe mais isso de mídia online e offline, mídia convencional e alternativa, conceitos que trabalhei muito no passado de redatora publicitária e diretora de criação em agência. Isso é passado, mesmo. Acho que a partir de agora, só funciona o que andar junto, colado, multiplicado, replicado, transmitido, integrado. Agora só existe mídia, que é tudo junto. Meu deus, quanta pretensão!!! Vejamos como funcionará 2010 para este "trampo-style" de Clarisworks. kkk... Torçam por mim, pessoas, que eu torcerei por vós!
Escrito por clara às 13h34
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certa idade
Nooooossa, mas faz muito tempo que não publico nada aqui no meu blog. Divagarim não, o cão. Lerdo. Lentíssimo. Quase parando, ou melhor, paradérrimo. Mas é isso mesmo, esta “falta de desorganização” e esse desinteresse, essa lerdeza toda, só possa ser coisa da idade. Finalmente acho que está me caindo a ficha de que cheguei na tal “certa idade”. A famigerada. Primeiro foi no oculista. Ele disse que minha miopia tinha diminuído, e bem no meio do meu pulo de alegria, tascou: é assim mesmo, quando chegamos numa “certa idade” a miopia regride. E eu “ploft!”: caio do pulo de alegria e me estabaco no chão. Daí, as visitinhas de praxe nos médicos da vida. Cacilda, não saio de uma consulta sem carregar no mínimo uns 5 papéis desses verdes de fazer exame pela Unimed. Uma ruma. Porque a pessoa vira uma maria-das-dores: dói o pescoço, dói o ombro, dói o pé... fora a triparia toda por dentro, que numa “certa idade” já se retorce sem a mesma malemolência dos idos tempos... Dessas constatações todas, passei a fazer RPG com uma fisioterapeuta que me espicha o pescoço, coloca vértebras no lugar, amassa e desenrosca, me aperta, empurra e *voilá!*... me deixa em pé dura e tesa, dizendo: grava essa postura, grava essa postura... Também comecei a fazer a tal yoga Iyengar, que é uma yoga ideal pra pessoas de “certa idade”, pois conta com uma série de acessórios pra ajudar a pessoa a ficar nas posturas. Tem almofadas pra não doer a coluna lombar, tem bloquinhos pra apoiar isso, cobertorzinho pra amenizar aquilo. Interessante, muito bom, faz um bem danado. Mas mesmo assim acho dureza relaxar de cabeça pra baixo, dependurada que nem uma morcega naquelas cintas que mais parecem selas de cavalo em 2D. Daí que de vez em quando, agora que cheguei nessa “certa idade”, vem alguém e pergunta se eu ainda menstruo. São os médicos, a fisioterapeuta, a instrutora de yoga. Sei lá porque perguntam, esses enxeridos devem ter seus motivos pra querer saber, mas que diabo, eu não sei se quero que as pessoas saibam de minhas intimidades, do nobre sangue nada azul que – sim! – ainda escorre de minhas entrepernas. Grandes coisas. Posso ainda não ter entrado na menopausa, mas já me sinto lá, empurrada pelas perguntas dos outros e pelas repetitivas e multiplicadas mazelinhas que carrego. Tipo: cara, não posso beber umas 3 cervejolas que a ressaca agora se transformou numa UTI doméstica, num entregar a alma a Deus, com direito a vomitório e promessa de desistência, uma coisa medonha! Tipo: cara, que preguiça de sair de casa, que dó de perder a novela, que vontade de fazer croché, jogar baralho ou bater um bolo que me dá de vez em quando! Ai, será que eu cheguei mesmo na tal “certa idade”, meu Deus? De qualquer forma, acho que sei o motivo da ficha estar demorando pra cair. É que eu sempre fui retardada. Tomei mamadeira até os 7 anos, brinquei de boneca até os 14, menstruei aos 15 e pouco, o primeiro beijo foi só aos 16, a primeira vez (sim, estou falando de séquiço) foi aos 18, a primeira (e única) filha foi aos 40... Tudo chegou meio tarde mesmo. Isso sem falar nos atrasos diários que protagonizo: sou lenta, mesmo. Levo eras para tomar café, tomar banho, me arrumar. O tempo passa e eu fico ali: dããã... Então, a menopausa e a consciência da “certa idade” só podiam chegar mais tarde, mesmo. Faz sentido. Enquanto eu não me sinto uma senhôura, vou me lascando aqui e ali com as travessuras de quem acha que ainda bate um bolão: bebo e me arrependo, compro absorventes no supermercado, fumo e depois tusso, pego sol sem proteção, prometo e esqueço de cumprir, cometo uma série dos mais toscos erros, apronto essas cagadas básicas, coisas de quem ainda não tem juízo. E que nem pretende criar tão cedo.
Escrito por clara às 11h55
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Ela me deu uma lambida na face. Foi quando tudo ao redor ficou um pouco mais macio, e eu me lixei para tudo, e me espreguicei. Sem querer, o dia virou felino. ...
Categoria: versitos
Escrito por clara às 08h11
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45 dicas de uma velha senhôura sabida bragarai
São essas coisas que a gente recebe pela Internet, sem saber se foram mesmo escritas pela pessoa que dizem ter sido escritas. Mas esses itens aí eu eu achei tão bacaninhas, deu vontade de registrar aqui no meu divagarim. São 45 lições que a vida ensinou a uma tal de Regina Brett, senhôura americana de Ohio, muito sabida do alto dos seus 90 anos. Pelo jeito foram 90 aninhos muito dos bem vividos, o que é bom demais da conta. Achei legal ler, guardar, divulgar. Mesmo porque to fazendo a curva da meia idade, e – putz, entre rugas e mazelas nunca dantes navegadas – nada melhor do que aprender a chegar no final desse percurso com um certo “elãn”, nhé? Bueno, sem mais xurumelas, lá vai a lista. Lê que é bão, Sebastião. 1. A vida não é justa, mas ainda é boa. 2. Quando estiver em dúvida, apenas dê o próximo pequeno passo. 3. A vida é muito curta para perdermos tempo odiando alguém. 4. Seu trabalho não vai cuidar de você quando você adoecer. Seus amigos e seus pais vão. Mantenha contato. 5. Pague suas faturas de cartão de crédito todo mês. 6. Você não tem que vencer todo argumento. Concorde para descordar. 7. Chore com alguém. É mais curador do que chorar sozinho. 8. Está tudo bem em ficar bravo com Deus. Ele aguenta. 9. Poupe para aposentadoria começando com seu primeiro salário. 10. Quando se trata de chocolate, resistência é em vão. 11. Sele a paz com seu passado para que ele não estrague seu presente. 12. Está tudo bem em seus filhos te verem chorar. 13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem ideia do que se trata a jornada deles. 14. Se um relacionamento tem que ser um segredo, você não deveria estar nele. 15 Tudo pode mudar num piscar de olhos; mas não se preocupe, Deus nunca pisca. 16. Respire bem fundo. Isso acalma a mente. 17. Se desfaça de tudo que não é útil, bonito ou prazeroso. 18. O que não te mata, realmente te torna mais forte. 19. Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz. Mas a segunda só depende de você e mais ninguém. 20. Quando se trata de ir atrás do que você ama na vida, não aceite não como resposta. 21. Acenda velas, coloque os lençóis bonitos, use a lingerie elegante. Não guarde para uma ocasião especial. Hoje é especial. 22. Se prepare bastante, depois deixe-se levar pela maré. 23. Seja excêntrico agora, não espere ficar velho para usar roxo. 24. O órgão sexual mais importante é o cérebro. 25. Ninguém é responsável pela sua felicidade (ou infelicidade) além de você. 26. Encare cada "chamado" desastre com essas palavras: Em cinco anos, vai importar? 27. Sempre escolha a vida. 28. Perdoe tudo de todos. Tudo. De todos. 29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta. 30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo. 31. Independentemente se a situação é boa ou ruim, irá mudar. 32. Não se leve tão a sério. Ninguém mais leva. 33. Acredite em milagres. 34. Deus te ama por causa de quem Deus é, não pelo o que você fez ou deixou de fazer. 35. Não faça auditoria de sua vida. Apareça e faça o melhor dela agora. 36. Envelhecer é melhor do que a alternativa: morrer jovem. 37. Seus filhos só têm uma infância. 38. Tudo o que realmente importa no final é que você amou. 39. Vá para a rua todo dia. Milagres estão esperando em todos os lugares. 40. Se todos jogássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos os de todo mundo, pegaríamos os nossos de volta. 41. Inveja é perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa. 42. O melhor está por vir. 43. Não importa como você se sinta, levante-se, se vista e apareça. 44. Produza. 45. A vida não vem embrulhada em um laço, mas ainda é um presente. Desfrute.
(Recebi da Viviani Avelar. Valeu, Vivi.)
Escrito por clara às 11h02
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Tentativa de meditar - I

Bom, vamos lá. É fácil. É só ficar aqui sentada, parada, prestando atenção na respiração e mais nada. Poxa, não tem nada mais fácil do que isso. Então, bora. Lá vai. Esvaziar a mente, isso... agora é só respirar e respirar. Facílimo. Inspira, expira. Inspira, expira. É pra respirar pelo abdômen? Não, não, não é pra ser respiração abdominal, tem que ser respiração torácica. Mas, pensando bem, como assim, respirar pela barriga? A gente respira é pelos pulmões. Eu não encho o estômago de ar quando respiro, ora. Não sou nenhum alien ou coisa assim. Besteira. Então, bora, não preciso pensar sobre isso, basta respirar. Mas por que é a barriga que está inflando e desinflando quando eu respiro? Algo errado. Bora corrigir. Concentra. Segura a barriga. Enche os pulmões. Agora esvazia. Isso, vai, vai! Ufa, me dói as costas de respirar pelos pulmões. Faltou corrigir aquele texto que mandei pro cliente ontem. Ok, vejo isso depois. Não posso esquecer. Respira, enche o peito e... ai! Uma pontada na coluna, bem atrás do pulmão. Meu Deus, o que eu estou dizendo? Dói respirar? É o fim dos tempos. A minha perna agora está ficando dormente. Ai, ai, ui. Será que se eu esticar a perna agora vai atrapalhar a meditação? Mas que meditação que nada, eu não consegui esvaziar minha mente aqui nem por um segundo, não parei de pensar em estômago e pulmões, uma aula de anatomia e nada de relaxamento! Ai, minha perna está formigando da sola do pé até a coxa. Por falar em coxa, se pelo menos a meditação ajudasse a combater a celulite, acho que eu me empenharia mais. Caminhada, preciso fazer uma bela caminhada, isso sim. Na beira da praia é um prazer, não uma obrigação. Mas agora não é hora de pensar sobre isso, é hora de esvaziar a mente. Vamos lá. Esvazia, mente! Rá, muito engraçado. Eu, que sempre me julguei uma cabeça oca, quando preciso de uma mente vazia não consigo. Muita ironia. Quando eu quero pensar em coisas, tipo, por exemplo, pra escrever algo que preste, não vem nada. Agora, que eu queria ficar aqui, zen, concentrada apenas na minha respiração, não paro de pensar besteiras. Ai, não aguento mais, vou espichar a perna e fazer uma massagenzinha. Quanto tempo será que passou, hein? Será se isso que eu fiz até aqui já se configurou em uma meditação? Queria poder sair daqui e libertar meus pensamentos, coitados. Mas que pensamentos? Isso que tá rolando aqui não chega a pertencer à categoria de pensamento. É só diarréia mental. Que eu não consigo travar. Mas poxa, qualquer pessoa em sã consciência precisa conseguir fazer algo tão simples, não é possível! Vamos lá. Respira. Inspira, expira, segura a barriga, enche o pulmão, soltaaaa. Ai, minhas costas. A pontada de novo. Pelo menos a perna parou de formigar. Ai, chega, chega. Foi ótimo. Minha primeira meditação, vamos ver... Caraca, esse inferno todo e passaram-se só... ahn... 2 minutos???
Escrito por clara às 08h29
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ambições ambíguas
Encontrar a delicadeza a ser posta nas patadas. Partir para a briga ou fugir para a paz? Inspiração é cópia; chupemos, pois. Inspiração é cópula; façamos a dois. Anotando frases soltas, juntando isso e aquilo e colocando tudo num blógue. Tuitando frases soltas, pensando alto e em público. Será que ando ficando exibida? Será que ando perdendo a vergonha? O conteúdo digital estaria mesmo situado na ponta dos nossos dedos?
Escrito por clara às 09h05
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being rapidim
do jeito que estão acontecendo mudanças na minha propria vida, daqui a pouco esse meu bloguim (já meio abandonado, preterido) precisará mudar de nome para rapidim.zip.net... primeiro, peguei a conta da Ouvidor: redigir textos diversos (para site e tb impressos), editar o blog, criar perfil no twitter muito em breve... muita atividade de manhã, colhendo releases e organizando informações para um material bem completo para a Casa Cor 2009... agora, entrei "oficialmente" para um time de marketeiros muito competentes, a Being, e vou cuidar da gestão de conteúdo digital (principalmente em redes sociais) para a propria empresa de consultoria de marketing, assim como para suas empresas consorciadas e os demais clientes que se interessarem por este serviço. being doida, eu. being happy, a vida. being rapidim, as mudanças. :) espia só a animação no twitter - com os novos coleguinhas: 
Escrito por clara às 15h14
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eu e meu cabelo fashion
ontem tive um dia de mulherzinha total. de manhã cedo fiz o café da manhã, despachei a filha pra escola, resolvi um monte de coisas em casa, pois minha “secretária do lar” teve que faltar, e fui direto para o cabelereiro. cortei, pintei e fiz “boiolagem”, ou seja, ganhei várias pequenas mechas mais claras. o cabelo ficou lindo! a cor ficou ótima, o corte ficou bem atrevido, estou apaixonada pelo meu cabelo fashion. (valeu, luciano do bob’scova.) se eu tivesse um pouquinho mais de coragem botava uma foto minha atual aqui, agora. mas aí já seria demais. o fato é que eu gostei do meu cabelo fashion, ah isso eu gostei. bom, voltando ao dia de mulherzinha, do salão fui direto almoçar com as amiguinhas, 3 ex-colegas de trabalho, cada uma em seu momento de vida, papo mulherzinha direto, 100% calcinha e sutiã. depois do almoço eu fui, eu e meu cabelo fashion, para um centro de estética, fazer depilação. aí, logo depois desse momento, eu já estava até “viada” de tão mulherzinha: unhas pintadas, pés bem feitos, sobrancelhas desenhadas, sovaco lisinho. juro que na hora me deu vontade de colocar sandália alta e vestido rodado e sair por aí, eu e meu cabelo fashion, cantarolando “emoções” de roberto carlos. juro. na volta para casa fiz uma rápida arrumação em tudo, passei o aspirador de pó nos quartos e na sala, varri a cozinha e preparei uma lasanha de abobrinha. e depois molhei o gramado do quintal quase todo. tudo isso eu e meu cabelo fashion, e tudo ontem, no dia que talvez tenha sido o dia mais mulherzinha da minha vida.
Escrito por clara às 10h55
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Buscando uma lembrança de infância. Qualquer uma. Fecho os olhos e nada. De repente a recordação: chove – grossos pingos. Vem um cheiro de calçada molhada. Mais tarde, calçada limpa. Toco de giz, caco de telha, tijolo esbranquiçado e areia. Casca de bergamota ressecada. Traz sorrisos, traz sorrisos. Amarelinha!
Categoria: versitos
Escrito por clara às 09h56
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el destruidor de barbies

aqui no mezanino o tuca nao entra mais, a escada vai ficar com a portinha fechada. pelo menos até criar juizo, minino! nãm!
Escrito por clara às 09h49
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Às vezes fico nublada que só vendo. E, sempre que me precipito, acabo chovendo.
Categoria: versitos
Escrito por clara às 09h26
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Faço e desfaço na agenda. O compromisso vira lenda durante o ano. É quase isso: meu bel prazer é um tirano.
Categoria: versitos
Escrito por clara às 21h19
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Pequenas Histórias Com Final Feliz - I
Naquela noite ela resolveu matar a fome de ser desejada, estava sozinha há muito tempo, sentia calafrios e sonhava acordada, queria ajudar o destino a lhe ajudar. Na última parada antes de ir para casa, no final da noite, conheceu um garçom de uma choperia na calçada e conversaram muito, as mesas quase vazias, a maioria das pessoas estavam indo para suas casas. Então ela se encantou com os olhos do garçom, e com o resto do rapaz, que era alto e tinha um bom corpo e gestos gentis, e tinha os cabelos claros, e tinha um par de olhos intrigante: um deles era triste, o outro feliz. E ela aquela noite levou o moço para a sua própria casa, para os seus aposentos de mulher sozinha e um pouco desesperançosa, o seu pequeno apartamento em uma rua próxima a uma avenida barulhenta perto dali. Os beijos começaram a ser trocados no caminhar noturno, ela um pouco cambaleante, ele amparador, o friozinho da noite sugerindo abraços, o calor do hálito convidando sempre, os suspiros de timidez e desejo desenhando o ar. Ela mostrou-lhe o caminho da portaria do edifício, deram um boa noite inaudível ao porteiro que dormia, pegaram o elevador e se olharam fundo. O olhar dela passeou intrigado entre os olhos daquele olhar intrigante, olhava um pouco para o olho triste, um pouco para o feliz. Não saberia dizer naquele instante qual desses dois olhos a intrigava mais. Chegaram ao sexto andar. Ela saiu na frente, ele atrás. Ela abriu a porta com uma certa dificuldade, a chave lhe tremia nas mãos e o excesso de chopp e cigarro passavam o seu previsível recado. Seguiram direto para o quarto e despiram-se lentamente, um ao outro. Deitaram-se juntos e depois de se beijarem e se acariciarem um pouco, no exato instante em que ela finalmente fechava seus olhos e decidia se entregar, ele começou a lhe contar um pouco de sua vida. O rapaz era viúvo, viúvo recente. Tinha uma filha de 2 anos e morava com a mãe. Estudava de dia e trabalhava de noite, viva sob a pressão da sogra que queria lhe tomar a filha. O rapaz sentou-se na beira da cama e começou a contar, com voz embargada, a falta que sentia da vida que tivera antes, com sua companheira. O rapaz falava com lágrimas nos olhos e ela simplesmente não acreditava no que estava ouvindo. Não, não que ela não acreditasse nas palavras daquele rapaz. O garçom da chopperia. Não era isso. Ela não acreditava que, quando finalmente havia criado coragem para arrastar um homem para casa, havia finalmente decidido sair da seca e ter uma transa, um affair, um namoro? Justamente o cara que ela havia escolhido, que era jovem, estava disponível e lhe deu mole, justamente este filho da puta tinha que ser um viúvo recente com saudades da falecida? Puta que o pariu, pensou ela, enquanto olhava o jovem enxugar as lágrimas, e pedir desculpas, e levantar seu lindo corpo e ir buscar na cozinha um copo de água. Naquela noite ela viu o garçom da chopperia, com quem havia flertado, sentar-se nu em sua cozinha e tentar refazer-se emocionalmente junto a um copo de água fresca, tirada do seu próprio filtro de cerâmica. Então ela percebeu que o seu desejo estava focado no olho feliz, mas que, no entanto, o olho que a enxergou primeiro foi o olho triste. Intrigante, aquele olhar, intrigante. E ela aquela noite resolveu levar o moço a um terreno de esquecimento e prazeres, abriu uma garrafa de vinho e sentou-se diante dele, também nua, na cozinha. Serviu duas taças daquele tinto que havia reservado sabe-se lá para que e começou a beber quieta, olhando-o, enquanto ele trocava o copo de água, já vazio e esquecido em suas mãos, pela taça de vinho, convidativa, servida em sua frente. Eles beberam quietos por um tempo e agora não se lembram direito quem começou a conversa. Que seguiu solta, passando sem dor pelas passagens da vida, apenas por aquelas que resolveram partilhar, boas ou más, mas sem rancores, só pelo prazer de dividir. No vinho, a verdade: o olho que começou a enxergá-la, agora, era o olho feliz. O olho triste embriagava-se, o olho feliz também. O triste ficou quietinho, o feliz pôs-se a brilhar. Naquela noite o sexo rolou e foi tudo muito ótimo, como há muito tempo ela não havia vivido. Coincidentemente, naquela mesma noite e naquele mesmo lugar um novo amor havia acabado de nascer. Mas isso agora já seria uma outra história.
Escrito por clara às 13h17
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